Café Alexandrino - O lado aromático da vida

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

À beira do lago

Poesia


Na margem oeste do lago
O sol ofusca-me a visão,
Embaraço os pensamentos
No grande caleidoscópio.

Há peixes famintos neste lago
Há peixes gordos nessas águas
Há peixes que nem parecem ser
Há peixes comidos, deformados

E há algum encanto.

Só não vejo pontes.

Mergulho até leste?
Arrisco-me nas profundezas?
Contemplo de longe?
Espero a vazante secar o leito?
Dou as costas, volto para casa?

Em volta do meu aquário
De um peixe só
É bem mais fácil viver.

Ismael Alexandrino


Ao som de 'Sereia' - Lulu Santos
Degustando Source Perrier
Imagem: 'Ponte JK, Brasília' - Mendes

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

I'll be there

Música

You and I must make a pact,
we must bring salvation back
Where there is love, I'll be there

I'll reach out my hand to you,
I'll have faith in all you do
Just call my name and I'll be there

And I'll be there to comfort you
Build my world of dreams around you,
I'm so glad that I found you
I'll be there with a love that's strong
I'll be your strength, I'll keep holding on
(yes I will, yes I will)

Let me fill your heart with joy and laughter,
Togetherness is all I'm after
Whenever you need me, I'll be there
I'll be there to protect you,
With an unselfish love I'll respect you
Just call my name and I'll be there

If you should ever find someone new
I know she'd better be good to you
'Cos if she doesn't, I'll be there

(Don't you know, baby, yeah yeah)
I'll be there, I'll be there,
Just call my name, I'll be there

(Just look over your shoulders, honey - ooh)

I'll be there, I'll be there,
Whenever you need me, I'll be there...

Michael Jackson

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Você e eu temos de fazer um pacto,
Nós temos de trazer a salvação de volta.
Onde houver amor, eu estarei lá...

Eu estenderei minha mão para você,
Terei fé em tudo que você fizer,
Apenas chame meu nome e eu estarei lá...

E eu estarei lá para te confortar,
Para construir meu mundo de sonhos ao seu redor,
Estou tão contente por ter encontrado você...
Eu estarei lá com um amor que é forte,
Eu serei sua força, eu continuarei persistindo...
(sim, eu continuarei, sim, eu continuarei)

Deixe-me preencher seu coração com alegria e risos,
União é tudo que estou procurando.
Sempre que você precisar de mim, estarei lá...
Eu estarei lá para te proteger
Com um amor altruísta eu respeitarei você.
Apenas chame meu nome e eu estarei lá...

Se você encontrar um novo alguém,
Eu sei que é melhor que ela seja boazinha para você
Porque, se ela não for, eu estarei lá...

(Você não percebe, baby? Sim, sim)
Eu estarei lá, eu estarei lá,
Apenas chame meu nome, eu estarei lá...

(Apenas olhe por cima dos seus ombros, doçura...)

Eu estarei lá, eu estarei lá,
Sempre que você precisar de mim, eu estarei lá...

Michael Jackson


Ao som de 'I'll be there' - Michael Jackson
Degustando Coca-Cola
Imagem: 'Ila' - Pensamentos meus

Domingo, 14 de Junho de 2009

Conselho de amor

Poesia

Fica em silêncio,
Fica!
Fica bem quietinha
No seu canto
Direito

Da nossa cama
Estreita
Deitada aqui
No meu peito.

Ismael Alexandrino


Ao som de 'Sailing' - Rod Stewart
Degustando Bis
Imagem: 'A flor paquerando o broto' - Ismael Alexandrino

Nada

Crônica

Às vezes é mesmo nada. Somente melancolia e esperamos que as pessoas parem de perguntar “O que você tem?”, mas ninguém nunca acredita em “nada”. Às vezes é somente aquela saudade do que não foi, do tanto trabalhado para chegar a lugar nenhum, dos planos que deram para trás e dos que foram em frente, mas por caminhos inesperados. Às vezes é tudo, tão tudo que acaba sendo nada. É aquela sensação de flutuar numa nuvem cheia de pensamentos incompreensíveis que confundem suas intenções e apagam sua vontade. Às vezes é somente nada e a cada vez que nos perguntem “O que você tem?” vem essa obrigação de ser alguma coisa e mergulhamos em nós mesmos em busca de respostas que simplesmente não existem. Às vezes é somente nada.

Andréa Cuca¹


Ao som de 'Por você' - Frejat
Degustando Pão com Presunto
Imagem:'A garrafa que morreu na praia' - Ismael Alexandrino


¹Andréa Cuca é cronista, contista e blogueira.

Sábado, 13 de Junho de 2009

Detalhes do horizonte

Crônica


Ela desenha cenários no vazio. Mágica! Pensamento flutuante, sem habilidade para materializá-los, sonho-os. Poeta.

Haveria colinearidade nos traços de pensamento? Abcissas, ordenadas, catenárias distribuindo forças, dando formas, edificando. Interrogações, exclamações, reticências aliando forças, dando sentido, poetizando.

Cada qual com a sua arte, seguem vivendo mundos distintos, porém tão próximos. Mundo de construções, projetos; mundo de imagens, devaneios. De súbito, comenta-se que o dia é curto, o tempo urge. Pacificamente, percebe-se que o dia é suficiente para as prioridades.

Mas, e as insuficiências? Abstraio-as. Modifico a realidade, corro atrás do instante perdido, vasculho a memória, tento projetar. Não consigo. Só enxergo o hoje, o agora, este momento que já não existe mais. Fugacidade, efemeridade, tudo isso me circunda, tenta me abraçar. Perderei a vez, então? É isso que me resta?

Duvido muito. Duvido da história, dúvido deste seu futuro posto nesse papel quadriculado. Só não duvido de nós dois.

Ismael Alexandrino


Ao som de 'Que nem maré' - Zigo Aguiar
Degustando Coca-cola Gelada
Imagem: 'En la orilla' - Jose C. Lobato

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Meu último Verso

Poesia

Nunca imaginei que engasgaria
Com meu próprio verso.
Meu mais belo verso.
O único
Perfeito
Verso.

Mas ele não desce
Constringe o peito
Fluído, reflui
Vaza olhos abaixo.
Olhos negros meus
Vazios, perdidos na escuridão
Sem rumo.
Diferentes dos brilhantes
Verde-azulados seus
Cheios, vivazes
Cheios de horizonte.

Sem forças para contrapor,
Desfaleço-me em meu leito vazio
Bege, vermelho e preto.

Lembrar do seu sorriso doce
Da sua tez alva e macia
Suas madeixas de carvão
Faz me brotar sorriso
Precordialgia
Pesar
Paixão
E sonhos.

Sonhos são importantes.
E ainda os tenho.
Adormecidos, deveras.
Intactos, no entanto.
Todos.
Tolos alguns, de fato.
Mas, meus. Seus. Nossos.

Inerte, não tenho mais versos.
Lúgubre verbo desconjugado no presente
Aquele presente raro se afastou de mim.

Meu Verso saltou da minha Poesia.

Ismael Alexandrino


Ao som de 'Mais uma vez' - Jota Quest
Degustando vácuo
Imagem: 'Lilás e azul' - Álbum de fotografia

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Você é forte

Vídeo

Domingo, 5 de Abril de 2009

Alquimia naval

Crônica

Acabara de ressuscitar uma paciente, quando sou chamado pelo rádio no pátio do hospital. Meu irmão, também médico, noticia-me que eu havia sido convocado para servir a Marinha do Brasil. Sinceramente, não sabia o que lhe dizer. Não verdade, não tinha o que dizer. Secou-me os lábios, minha fronte espontaneamente abaixou. Silenciei-me.

Atento e disposto, fui recepcionado por semblantes carregados, com pouco humor, hostis até. “Disciplina e Hierarquia são a base da nossa organização” –, bradavam. Sempre fora extremamente disciplinado; sempre respeitara hierarquias. Minha adaptação seria tranqüila, pensei. Ledo engano! Queriam mais: queriam aprisionar o meu espírito num grande corpo, diferente do meu. Amante da arte de fazer viver, agora deveria me preparar para a guerra, onde a morte – paciente – espera os audazes. De Poeta da Vida a combatente de guerra, de médico a Oficial Militar. Meu espírito livre deveria se transformar em espírito de corpo, saltar num abismo desconhecido e se unir a outros que juraram, outrora, dar a própria vida pela Pátria. Mais que transcendência; uma transmutação.

A idéia de militarizar-me chocava com quaisquer aspirações pregressas. Não por alguma tendência rebelde (não as tenho), mas talvez pelo medo de me despir do indivíduo, de me robotizar, tornar-me apenas mais um oficial rígido de coração e cérebro petrificados, tão somente cumpridor de infindáveis normas, e que sobrevive do Estado e para o Estado.

A tempo, descobri que a rigidez mórbida do mastro de um navio comporta a maleabilidade plácida de uma flâmula. E a flâmula verde-loura tremulante, altiva, esta sim me arrepia, emociona-me, faz-me olhar para o alto, por cima dos ombros de gigantes, desejando seguir em frente. Por certo, ainda indivíduo, sonhador. Mas em um vibrante e simbiótico espírito de corpo, numa inegável e legítima alquimia naval.

Ismael Alexandrino


Ao som de 'Hino Nacional Brasileiro'
Degustando Café Bela
Imagem: 'Cisne Branco' - Calovi

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Colônia de férias

Poesia

Há, e não tem quem negue,
Certa irritação em meu semblante.
"Donde vem?" –, perguntas.
Deste Estado, desta União.
Desta indecência democrática
Que me obriga a sentar por horas a fio
Diante de um hipócrita que tenta
Inculcar-me certa paixão.

Refuto-os! Todos!
Em silêncio, no entando sob
Pena de um sono no Bailéu.
"Disciplina e Hierarquia!" –, bradam.
"Palhaçada!" –, digo eu.
Teatro de fantoches mal treinados,
Soldadinhos de chumbo,
'João-Bobos' retardados.

Querem aprisionar o meu espírito
No que chamam "espírito de corpo".
Pois meu espírito, Senhores, rebelou-se;
Quer divagar fora do corpo
Por essas matas ao derredor,
Cansadas de serem pisadas por pés raivosos.

Desconfio, Confrades, que querem amarrar
O meu espírito numa farda passada com preciosismo.
Querem, por certo, matar minha paixão,
O encatamento que eclode em meu peito.

Não sou mais uma pessoa,
Apenas um Posto
Pelo qual alguns me cumprimentam
E a outros devo cumprimentar solenemente
E com corpo esguio.

Abandonei minha personalidade;
O genótipo tão carinhosamente
Dado por meus pais transformou-se
Em dois sapatos engraxados,
Meias limpas,
Uma calça com vincos,
Uma camisa social cheia de insígnas,
Uma camiseta alva segunda-pele,
E um chapéu cafona.
Desconhecia, enquanto simples cientista médico,
O poder destruidor dos genótipos.
Jurei, outrora, dar o melhor de mim
Para salvar vidas.
Era um sonho romântico, admito.
Um sonho nobre, sem quaisquer malícias.

Mas o novo que me tornei é forçado
A jurar dar a própria vida por uma instituição.
A vida perdera o valor!
Institucionalmente, agora sou treinado para matar.

Queria, de fato, poder matar idiossincrasias...
A fome, por exemplo, ...
As dores alheias.
Mas acabei matando
O amor, o encanto, a paixão.
E agora, Senhores, estou pronto
Para matar a vida que passa
E depois a mim.

"Qual o sentido?".
Desconheço!
"Qual a direção?"
Meia-volta, volver! – talvez.
Mas já é tarde, Senhores.
E só me resta caminhar
Para o leito de morte
Do espírito,
E do corpo.

Nuno Rossi


Ao som de 'Cálice' - Chico Buarque
Degustando Água com Biscoito Água e Sal
Imagem: 'Colônia de férias' - Stella Brasil

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Carta de Reconciliação

Carta
“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontros pela vida.” Encontrei-te, Gérbera, – tímida, porém cantante – no meio de tantas outras há aproximadamente cinco anos. Havia um tom bonito em suas pétalas, um discreto sorriso em nossos rostos, havia muito brilho no olhar. Encantei-me, quis te conhecer, apaixonei-me e te amei. A vida – uma aventura singular – com suas facetas debaixo de propósitos divinos (todos!)aprontou-nos. E nos desencontramos.

Tímida, ensinou-me a amar-te com delicadeza. Sutil e doce, fez-me sonhar, imaginar-nos a dois um “pra sempre” que nunca acaba. Vivemos neste tempo todo momentos agradabilíssimos, ricos, prazerosos, de euforia, cheios de histórias interessantes para contar para os filhos – tão sonhados! Inegável. Vivemos percaussos também, é fato, principalmente nos últimos meses, culminando com nossa dolorosa separação. Vivemos, no entanto.

Há tempos eu não te fazia surpresas, há algum tempo deixei de te encantar. Desacelerei o coração, estacionei o amor. Mas encantamento, hoje, é o que mais tenho. Empolgação, ânimo, paixão dilacerante e amor pacificador, zeloso é o que habita em mim. E não há ninguém, pessoa alguma, sobre a qual eu possa depositá-lo a não ser em ti. Não tem porque não há quem me mereça como tu, não tem porque não conheço pessoa tão valoroza. Distinta. És distinta. Provaste-me isso nos últimos dias, lição após lição, conversa após conversa, atitude após atitude. E o amor que habita em mim, novamente entrou em erupção. Sou um Etna em plena atividade jorrando lavas de amor, carinho, paixão, cuidado, bem-querer. Bem-te-querer.

Sei plenamente, Gérbera, que te feri, machuquei-a, traí seus sentimentos, arranhei sua confiança. Sei de tudo isso. O fiz, não sem dor, acredite. Dói-me mais ainda saber que o fiz. Mas não sei porquê. Insanidade, talvez. Espírito por demais aventureiro. Espírito humano, demasiadamente humano. Espírito errante, errei.

Perdoe-me. Nunca foste merecedora disso. Merecias plumas e algodões. Dei-te, muitas vezes, alfinetes que traspassaram seu corpo e hoje dão pontadas agudas em meu peito. Angustio-me. Rasgo-me por inteiro.

Imagino que ainda me amas; imagino que ainda sonhas comigo, imagino que tu sentes algo – ainda que adormecido, pequeno (ou grande até!) – de bom e gostoso por mim. Ressentida, fechas o semblante, tentas descontar algo, sarar sua dor. Compreendo-te.

Ah!, Gérbera,...quaisquer palavras minhas seriam parcas diante do que gostaria de te expressar. Não consigo transcender a tal ponto. “Amo-te tanto, meu amor, o humano coração com mais verdade. Amo-te como amigo e como amante...” e estou certo que “De tudo, ao meu amor, serei atento antes, e com tal zelo”.

Há muito amor aqui dentro, há muito amor por ti, há muito amor que quero te dar. Sem reservas. Só preciso que reconcilies comigo e esqueças o passado recente sem ressentimentos.

As flores (gérberas) que acompanham esta carta vão plantadas, não tolhidas em um buquê. Não quero que elas murchem; ambas formam um casal belo. Esse par de gérberas que te envio, Gérbera minha, são a poesia de nós dois.

Te amo muito.

Ismael Alexandrino


Ao som da frase "A gente estava tão feliz nesse dia!"
Degustando Algodão Doce
Imagem: 'Chocolate heart on a pink gerbera daisy flower for you' - Vanessa Pike-Russell

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Na esquina

Poesia
Ignoras-me
Desde aquele minuto
Depois do lapso
Daquele café
Às dezesseis.

Sabia que existia
Uma ironia por entre
Seus dentes brancos
Uma malícia repousando
Nessa sua pintinha na face.

Mas tu tens a perder
Sem muito sabor, é verdade,
Mas tem.
Eu, não.
Já perdi antes do café.
E não estou certo
Se desgostei da perda.
Não sinto remorso,
Mas dói-me não sei bem porquê.

"Porquês" me afligem
Sabias?
Sempre os chamo,
Mas não tenho tamanha destreza
Em respondê-los.
Porque tem "porquês" que são porque são.

Talvez saiba o porquê:
Perder dói. E ponto.
Interrogação
Exclamação
Final
Reticências...
Ponto-de-vista à parte, pode ser.

Incongruências de um devaneio, certamente.

Ismael Alexandrino


Ao som de 'Devolva-me' - Adriana Calcanhoto
Degustando Halls de Melancia
Imagem: 'Mi esquina favorita' - Silvia Maria Salto


Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Sobre coisas importantes da vida

Curtas

Na vida, amo e dou muita importância às coisas simples; não às pequenas.

Ismael Alexandrino

Ao som de Canto de Pássaros
Degustando Café Preto

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Poeminha proibido

Poesia

Falas-me de um proximidade subjetiva
Te sentes abrigada, acolhida;
Entendo-te.
Anseio, no entanto, pela objetividade
Do seu toque em minha pele ansiosa.
Às vezes, temo que me percebas
Percebas-me por demais ansioso
Receio que vejas o nudismo de minha'lma
E se afaste, vire as costas.
Então policio-me, disfarço.
Mas percebes, sei que percebes
Percebes a ligeireza do meu sorriso
Quando te vê a poucos metros
Mesmo que estática e n'outro mundo.
Contemplo-te absorto em pensamentos
Puros e serenos
Lascívos e efusivos
Desejo-te sem muitas explicações
Amo-te no meu silêncio tímido
Sem balbuciar cientificismos
Quero-te por te quero.
Tão somente!
Mas piso pé por pé
Para que não te assustes(tanto!)
Para que não sofras(mais!)
Não mais do que a vida
Já te reservou sem avisos prévios
E hoje te achas com feridas abertas
Clamando por um cuidado único
Impossível às mãos de um cirurgião qualquer.
Posso me sentir feliz
Por te sentires próxima?
Posso abrigá-la?
Posso aconchegá-la?
Posso abrigar cada um de seus sonhos adormecidos?
Posso aconchegar cada gota de sentimento pingado?
Posso ter-te infinitamente enquanto durarmos?
Calo-me.
Observo-te esperançoso, feliz
Não pela certeza da posse
Mas pela certeza do sorriso no olhar
E, para mim que o amo,
Suficiente para seguir sonhando
Com uma desventura alheia
E uma aventura eterna de nós dois.

Ismael Alexandrino


Ao som de 'From this moment' - Shania Twain
Degustando Cioccolato Caldo by Fran's Café
Imagem: 'Para uma moça, com uma flor' - Ismael Alexandrino